How's Life in RainbowLand? #6 | Só traumas!

Saudações Unicórnios! Sabem, ontem eu percebi que a minha vida é uma comédia, assim... daquelas mesmo más que não dão lucros nenhuns e só causam prejuízo, que nem para memes têm material, pois, dessas mesmo.

Então eu finalmente tinha acabado de ler o Memorial do Convento e queria "destraumatizar-me", então que decidi eu fazer? Ler um livro de uma jovem escritora (um pouco mais nova que eu) e do qual fui à sessão de lançamento. Na altura pensei: "Vou ler e depois talvez faça uma revisão no meu blogue para ajudá-la a divulgar um pouco ou assim...", mas à medida que eu fui lendo eu acabei por decidir que era melhor não continuar, nem fazer isso. Se eu dissesse que o livro era demasiado dramático e repetitivo para mim estaria apenas a dar a minha opinião, isso é certo, mas o problema é que (e não sei como é que isso aconteceu) o livro estava cheio, mas cheio, de erros, que podiam, na sua maioria, ser corrigidos com uma simples revisão. Erros como: espaços em vez de hífens, falta de acentos nas palavras, confusão entre tempo verbal e pronome pessoal, etc. Como podem imaginar eu simplesmente preferi nem nomeá-lo aqui porque não quero denegrir a imagem da autora ou da editora.



Agora passando ao próximo trauma, ontem, todo o dia foi um trauma (tanto que hoje nem fui capaz de ir à escola). Fui numa visita de estudo a Coimbra, logo a primeira "piada" que eu tive a infeliz sorte de testemunhar foi o atraso e a sorte de umas colegas que adormeceram e depois do autocarro começar a andar sem elas, encontrámo-las pelo caminho, estivemos à espera delas e chegámos atrasados, o que depois deu origem a uma sucessão de acontecimentos que, juntamente com o mau tempo, fizeram com que a visita fosse horrível.
Não tivemos tempo de ver tudo o que era suposto visitarmos de manhã e andámos à chuva mesmo. Depois durante a tarde a visita não teve muito interesse, mas o pior foi quando visitámos uma República de Estudantes (cujo nome não irei referir pelos motivos que apresentarei já a seguir) que parecia uma pocilga, eu fiquei chocada como é que eles mantinham a porta aberta a visitas com a casa naquele estado, primeiro, a casa cheirava mal e estava toda desarrumada com tudo espalhado, e depois, outra coisa que também me chocou, era o estado em que a casa estava, como é que o Estado não é capaz de colaborar com os senhorios para fazer obras de reconstrução naquelas casas, que por sinal são monumentos históricos e já não representam qualquer tipo de segurança para quem lá mora. A madeira do chão estava podre, as paredes rachadas, as obras que eram feitas, estavam a ser realizadas pelos próprios estudantes, mas as que eram necessárias deveriam ser feitas por gente especializada, eu fiquei mesmo indignada pela falta de apoio ao património e aos estudantes que o Estado português demonstra e chocada com o facto de eles conseguirem viver e inclusive fazer festas num espaço que claramente não é limpo nem arrumado (e muito menos seguro).
(Depois no autocarro veio um cromo desesperado com conversa da treta a fazer-se a mim, fiquei tão desconfortável, foi horrível).

Enfim, eu nem sei, a minha cabeça hoje já nem raciocina propriamente.

P.S.: Esqueci-me de referir que ainda houve umas certas pessoas que quiseram ir comprar bolos a uma pastelaria, como se não houvessem pastelarias cá, enfim, só chegámos às 22h20.


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